27 Drops of Jupiter
Sexta-feira, Agosto 04, 2006
Terça-feira, Fevereiro 21, 2006
Estátua Falsa

Só de ouro falso os meus olhos se douram;
Sou esfinge sem mistério no poente.
A tristeza das coisas que não foram
Na minha'alma desceu veladamente.
Na minha dor quebram-se espadas de ânsia,
Gomos de luz em treva se misturam.
As sombras que eu dimano não perduram,
Como Ontem, para mim, Hoje é distância.
Já não estremeço em face do segredo;
Nada me aloira já, nada me aterra:
A vida corre sobre mim em guerra,
E nem sequer um arrepio de medo!
Sou estrela ébria que perdeu os céus,
Sereia louca que deixou o mar;
Sou templo prestes a ruir sem deus,
Estátua falsa ainda erguida ao ar...
Mário de Sá Carneiro
Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006
Sob o signo de Peixes...
Ao entrarmos hoje sob o signo astrológico de Peixes, aqui fica a lenda associada à constelação...
Conta a lenda que não havia pior inimigo dos deuses que o gigante Tífon. Eram tempos difíceis. Zeus lançava raios contra o pai Crono, a divindade primitiva que tinha gerado os deuses do Olimpo. Crono lançava os gigantes contra Zeus e seus irmãos. E não havia gigante mais poderoso e temido do que Tífon.Era um gigante maior que qualquer das montanhas que existiam sobre a Terra. Dizia-se que era tão alto que a sua cabeça chegava às estrelas. E que os seus braços eram tão compridos que, quando os estendia, tocava com uma mão no Ocidente e com outra no Oriente. As pontas dos dedos eram cabeças de dragão e os pelos das pernas serpentes venenosas. Só mesmo a fúria de Zeus, que atacava os gigantes e os titãs com os raios celestes, permitia equilibrar a luta. Enquanto Tífon não fosse derrotado, o tirano Crono haveria de continuar a rir-se dos deuses. A guerra durou muitos anos. Hoje, depois de Zeus ter enterrado Tífon por debaixo do monte Etna e desterrado Crono para uma ilha longínqua, os deuses podem rir-se das batalhas antigas. Na altura, tiveram muitas vezes de bater em retirada. Numa dessas vezes, os deuses refugiaram-se no Egipto, pensando estar assim longe da fúria dos monstros. Mas Tífon, como era alto, viu-os atravessar o Mediterrâneo em direcção ao norte de África.
Disfarçados de peixes, Afrodite e Eros escaparam à fúria do gigante Tifon. Estão hoje imortalizados no céu, no último signo do Zodíaco
Atravessou também o mar e procurou-os nas montanhas do Atlas. Foi depois para leste e começou a procurá-los junto à costa, já perto do Nilo. Os deuses estavam nas margens do grande rio e decidiram disfarçar-se de animais, para não serem reconhecidos. O mais atarantado de todos foi Pã. Hesitando entre disfarçar-se de cabra e tomar a forma de peixe, acabou por estar ainda meio mergulhado no rio quando Tífon chegou. Teve de se disfarçar metade em peixe metade em cabra. Ficou conhecido como o peixe-cabra, da constelação Capricórnio.
Afrodite, a deusa do amor e da beleza a quem os romanos chamaram Vénus, foi mais rápida. Mal percebeu que o monstro se aproximava mergulhou no rio e tomou a forma de um belo peixe. Seu filho Eros, o deus do erotismo a que os romanos chamaram Cupido, seguiu-lhe os passos. Disfarçou-se também de peixe e os dois nadaram tranquilos nas águas do Nilo. Tão contentes ficaram com o seu estratagema que se passearam longamente pelas águas, sem temer os crocodilos e outros perigos. Comparados com Tífon, os crocodilos eram pacíficos cordeiros.
Os anos passaram. Depois de derrotados os seus inimigos, Afrodite e Eros parecem outros. Sem temer os gigantes, gostam de se divertir e causar complicações nas vidas amorosas dos deuses e dos mortais. Afrodite está mais bela do que nunca e é impossível resistir-lhe. Eros conserva o seu aspecto de menino, mas por detrás da sua aparência inocente esconde-se um deus malicioso.
Arranjou um arco com que dispara as setas. São setas mágicas. Não ferem mas causam males de amor. Conta-se que não há deus nem mortal que não fique perdidamente apaixonado quando atingido por uma dessas setas. Com a sua malícia, Cupido tem causado muitos problemas. Héracles, Apolo e o próprio Zeus sabem-no bem. Mas há momentos em que os deuses gostam de se relembrar das suas aventuras. Recordam-se dos belos peixes em que Afrodite e Eros se transformaram e têm saudades dos tempos em que esses dois não lhes criavam problemas. Num dia de maior bonomia, Zeus desenhou no céu a figura dos dois peixes, para que todos se lembrassem dos tempos em que estavam unidos. Mãe e filho aparecem à noite no céu, entre as estrelas de Peixes, o último signo do Zodíaco.
CRATO, Nuno (2001), Zodíaco, Constelações e Mitos, Lisboa, Gradiva
O Céu do Crato
Domingo, Fevereiro 19, 2006
Que Super Herói és tu?!
You are Wonder WomanWonder Woman ---- 78%
Superman -----------65%
Robin --------------- 65%
Green Lantern ------ 65%
Spider-Man --------- 60%
The Flash ----------- 60%
Iron Man ------------ 60%
Supergirl ------------ 53%
Hulk ---------------- 45%
Catwoman-----------35%
Batman ------------- 30%
Click here:
http://www.seabreezecomputers.com/superhero
Sábado, Fevereiro 18, 2006
Then... and Now
Sir Benjaman Disraeli:
"There are three kinds of lies: Lies, damn lies and statistics"
Mark Twain :
"Get the facts first and then you can distort them as much as you please"
"There are three kinds of lies: Lies, damn lies and statistics"
Mark Twain :
"Get the facts first and then you can distort them as much as you please"
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006
Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006
Os Vencidos da Vida (Lançamento dia 17 de Fevereiro)
Grupo formado por algumas das personalidades de relevo da vida portuguesa das últimas três décadas do século XIX, ligadas à Geração de 70. Reuniram-se, entre 1887 e 1894, para jantares e convívios semanais no café Tavares, no Hotel Bragança ou em casa de um dos seus membros. O grupo era constituído por Ramalho Ortigão, Oliveira Martins (que teria sugerido o nome), António Cândido, Guerra Junqueiro, Eça de Queirós (a partir de 1889), Luís Soveral (futuro marquês de Soveral), o conde de Ficalho, Carlos Mayer, Carlos Lobo d'Ávila e o conde de Sabugosa.Disparava Eça de Queiroz, numa resposta à «ressoante publicidade que a imprensa erguia em torno do grupo jantante»: “O que é estranho não é o grupo dos Vencidos — o que é estranho é uma sociedade de tal modo constituída que no seu seio assume as proporções de um escândalo histórico o delírio de onze sujeitos que uma vez por semana se alimentam.”
Editora: Fronteira do Caos
Domingo, Fevereiro 12, 2006
Questiona, não responde. Quer mostrar, não dar lições.
Numa altura em que estão em voga temas como a liberdade de expressão, terrorismo ligado ao Islão e fanatismo religioso... Spielberg apresenta-nos uma história em tudo actual. Acima de tudo é crua, realista, pessimista, política, corajosa, e de uma perfeição técnica impressionante.A 5 de Setembro de 1972 o Mundo assiste ao primeiro ataque terrorista em directo sem precedentes. Em plenos Jogos Olímpicos de Munique, um grupo de extremista palestino entra na aldeia olímpica e mata dois membros da equipa olímpica israelita e faz mais nove como reféns. Com o crescer da tensão o resultado 21 horas depois foi o massacre dos restantes reféns. Este terror foi visto pelo mundo inteiro enquanto a polícia secreta israelita (Mossad) preparava a resposta ao acto de violência de que foi vítima.
Com momentos de intenso suspense, Munique empolga e tem o mérito de não cair em julgamentos unilaterais, mostrando que, quando o assunto é guerra, cada um dos lados tem os seus motivos para acreditar estar com a razão.
A liderar uma equipa de 4 elementos, Avner (Eric Bana... o Heitor em Tróia) segue o rasto dos nomes de uma lista muito bem guardada. A trabalhar fora dos preceitos da lei internacional, sem lar e sem família, a única ligação deles com a humanidade é a relação que desenvolvem uns com os outros. Mas mesmo isso acaba por se desgastar à medida que eles começam a fazer perguntas perturbadoras e intermináveis, como: “Quem exactamente estamos a matar? Será que são justificáveis os nossos actos? É assim que vai acabar com o terrorismo?”. Divididos entre o desejo de justiça e as dúvidas crescentes, a missão começa a perder o sentido nas almas de Avner e de sua equipa, e eles passam a ter a certeza de que quanto mais permanecerem nessa caçada, mais correrão o risco de serem caçados.
Sábado, Fevereiro 11, 2006
Namorar na Ciência
«Está mesmo apaixonado? Ou tem dúvidas? No Dia dos Namorados, venha ao Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva passar um dia romântico e ponha o seu amor à prova» - é com este canto de sereia que o programa é apresentado.«Para os mais apaixonados, sugerimos um passeio romântico com ciência pelas exposições onde poderão ser prestadas verdadeiras provas de amor. Mostrem à cara-metade como tudo arriscam por amor, experimentem unir as vossas caras numa só ou vejam se a vossa paixão faz faísca», continua a «provocação».
São 25 módulos especialmente escolhidos nas áreas expositivas onde pode juntar o rigor e a objectividade da ciência à irracionalidade da paixão. Na sessão especial "Cozinha com Amor", o Ciência Viva convida a ver se é mesmo verdade que há alimentos afrodisíacos e a experimentar receitas para derreter corações de chocolate!
Programa:
Terça-feira, 14 de Fevereiro
10h - 18h
"Passeio Romântico com Ciência"
Nas exposições "Vê, Faz, Aprende!", "Explora" e "Matemática Viva" encontre as ajudas e os desafios que a ciência faz à sua paixão.
13h30 - 17h
"Cozinha com Amor" no Foyer do Pavilhão do Conhecimento
Entrada gratuita
Aprenda a química do chocolate enquanto prova um fondue de chocolate ou saboreia uns bombons acabados de fazer.
Módulos do Passeio Romântico com Ciência:
"VÊ, FAZ, APRENDE!"
Esfera de plasma - Será que fazemos faísca?
Piruetas - Deixas-me a cabeça a andar à roda
Cama de faquir - Por ti faço tudo
Eco - Quando estamos apaixonados dizemos tolices
Apanha o avião - Contigo vou até ao fim do mundo
Batak - Tiras-me o fôlego
Quantos como eu? - Amor meu, há alguém mais belo do que eu?
Harpa laser - Dá-me música.
Foguetão de hidrogénio - Leva-me até às estrelas!
"EXPLORA"
Sinos - Desenhos de amor
Pupila - Só tenho olhos para ti
Corpúsculo do olho - Olhos nos olhos
Máscaras invertidas - Não me canso de olhar para ti
O Rosto - Quem o feio ama, bonito lhe parece
Ora jovem, ora velha - Amor para toda a vida
Sombras coloridas - O amor é às cores
Transformo-me em ti - Eu + Tu = 1
"MATEMÁTICA VIVA"
Bicicleta - O que eu pedalei para te conquistar
Dados de Mozart - Um concerto para ti
Pavimentações gigantes - Faço uma flor para o meu amor
Gaiola prismática - Um amor infinito
Caminhos curvos - Todos os caminhos vão dar ao meu amor
Quarto de Ames - À medida do teu amor
Adivinha os números - Em que dia vamos casar?
Nó da gravata - Vamos dar o nó
Fonte: CiênciaHoje e Pavilhão do Conhecimento
Giordano Bruno
It is proof of a base and low mind for one to wish to think with the masses or majority, merely because the majority is the majority. Truth does not change because it is, or is not, believed by a majority of the people.
Giordano Bruno (1548-1600)
Giordano Bruno (1548-1600)
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006
Dois grandes
SONETO
(António Nobre)
“Quando cobrir-se o chão de folhas mortas
— Meu coração dizia em grave entono —
Extinguindo-se a vida que comportas,
Dormirás no meu seio o último sono...”
E murmurava a alma — “Findo o Outono,
A Primavera vem por outras portas;
Não existe no túmulo o abandono,
Ou a dor amarga e rude em que te cortas.”
Escutava as vozes comovido,
Morto de angústia, morto de incerteza,
Aguardando o sol-posto, entristecido;
E além da amarga vida de segundos,
Ressurgi da tortura e da tristeza,
Sob os ares sadios de outros mundos!
(António Nobre)
“Quando cobrir-se o chão de folhas mortas
— Meu coração dizia em grave entono —
Extinguindo-se a vida que comportas,
Dormirás no meu seio o último sono...”
E murmurava a alma — “Findo o Outono,
A Primavera vem por outras portas;
Não existe no túmulo o abandono,
Ou a dor amarga e rude em que te cortas.”
Escutava as vozes comovido,
Morto de angústia, morto de incerteza,
Aguardando o sol-posto, entristecido;
E além da amarga vida de segundos,
Ressurgi da tortura e da tristeza,
Sob os ares sadios de outros mundos!
ESTE ANO VOU MUDAR DE VIDA
(Vinícius de Morais)
Chega de ficar quebrando a cara
com os velhos erros de sempre.
Quero cometer erros novos,
passar por apertos diferentes,
experimentar situações desconhecidas,
sair da rotina e do lugar comum.
Esse ano eu preciso crescer.
Chega de saber a saída
e ficar parado na porta,
ensaiando os passos
sem nunca entrar na estrada,
esperando que me venha
o que eu mais preciso encontrar.
Esse ano, se eu tiver que sofrer,
será por sofrimentos reais
-nunca mais por males imaginários,
preocupado com coisas
que jamais acontecerão.
Chega de planejar o futuro e tropeçar no presente.
Chega de pensar demais e fazer de menos.
Chega de pensar de um jeito e fazer de outro.
Chega de corpo dizer sim e a cabeça não.
Chega desses intermináveis conflitos que
me fazem adiar para nunca a minha decisão.
Este ano eu vou viver.
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006
Vive o momento, now!

«A Efémera tem uma esperança média de vida de apenas um dia, mas acha que ela se preocupa com isso?? Nem um bocadinho! Porque ela ocupa esse dia com as coisas que mais ama. Se calhar, nós que vivemos tantos anos, temos algo a aprender com isto!»
O texto é conhecido e faz parte da campanha da Vodafone que arrancou no final do ano transacto. É antigo, é badalado. Mas hoje ao revê-lo, bateu forte, bateu fundo, bateu feio. E eu sei bem o por quê!!
O homem que passou por cá a semana passada
Todos o conhecem como o fundador da Microsoft, e agradecemos a comodidade que trouxe às nossas vidas. Todos o conhecem também por ser o homem mais rico do mundo, e o maior filantropo actual. Mas à maioria passa-lhe ao lado a grande sabedoria de vida que preenche aquele homem.Aqui deixo as suas “11 Regras que os estudantes não aprenderão na escola”. Bill Gates fala sobre como a "política educacional de vida fácil para as crianças" tem criado uma geração que não tem o conceito da realidade e como esta política tem levado as pessoas a falharem nas suas vidas profissionais, depois da escola. Muito conciso, todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais... Bill Gates falou em menos de 5 minutos, foi aplaudido mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi-se embora no seu helicóptero...
Regra 1:
A vida não é fácil, acostumem-se a isso.
Regra 2:
O mundo não está preocupado com a vossa auto-estima. O mundo espera que vocês façam alguma coisa útil por ele ANTES de vocês se sentirem bem convosco próprios.
Regra 3:
Vocês não vão ganhar 5.000 EUR por mês assim que sairem da Universidade. Vocês não serão directores de uma empresa com carro e telefone à disposição antes de terem conseguido comprar o vosso próprio carro e telefone.
Regra 4:
Se vocês acham que os vossos professores são rudes, esperem até terem um Chefe. Ele não vai ter pena de vocês.
Regra 5:
Vender jornais velhos ou trabalhar nas férias não está abaixo da vossa posição social. Os vossos Avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam OPORTUNIDADE.
Regra 6:
Se vocês fracassarem, a culpa não é dos vossos Pais. Por isso não os culpem dos vossos erros, aprendam com eles.
Regra 7:
Antes de vocês nascerem, os vossos Pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as vossas contas, lavar as vossas roupas e ouvir vocês dizerem que eles são "ridículos". Antes de quererem salvar o planeta para a próxima geração, desejando consertar os erros da geração dos vossos Pais, tentem limpar o vosso próprio quarto.
Regra 8:
A vossa escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas vocês não chumbam mais de um ano nem têm tantas chances quantas vocês precisarem até acertar. Isto não tem NADA a a ver com a vida real. Se pisarem o risco, são despedidos... Façam bem à primeira !
Regra 9:
A vida não é dividida em semestres. Vocês não terão sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados vos ajudem a cumprir as vossas tarefas no fim de cada período.
Regra 10:
A televisão NÃO é a vida real. Na vida real, as pessoas têm que largar o "barzinho" ou a discoteca e ir trabalhar.
Regra 11:
Seja simpático com os "estudiosos" - aqueles estudantes que muitos julgam que são uns idiotas. Existe uma grande probabilidade de vocês virem a trabalhar PARA eles um dia."
Salvo algumas generalizações um pouco abusivas, será que o homem não tem razão?
Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006
As probabilidades Euromilionárias...
Caros sócios: J & A & H... Fazemos já as malas?
1º Prémio ( 5 N + 2 E ):
1 em 76 275 360 = 0,0000013%
2º Prémio ( 5 N + 1 E ):
1 em 5 448 240 = 0,000018%
3º Prémio ( 5 N + 0 E ):
1 em 3 632 160 = 0,000028%
4º Prémio ( 4 N + 2 E ):
1 em 339 002 = 0,00029%
5º Prémio ( 4 N + 1 E ):
1 em 24 214 = 0,0041%
6º Prémio ( 4 N + 0 E ):
1 em 16 143 = 0,0062%
7º Prémio ( 3 N + 2 E ):
1 em 7 705 = 0,013%
8º Prémio ( 3 N + 1 E ):
1 em 550 = 0,181%
9º Prémio ( 2 N + 2 E ):
1 em 538 = 0,186%
10º Prémio ( 3 N + 0 E ):
1 em 367 = 0,27%
11º Prémio ( 1 N + 2 E ):
1 em 102 = 0,98%
12º Prémio ( 2 N + 1 E ):
1 em 38 = 2,6%
Terça-feira, Janeiro 31, 2006
A Capital (pequeno excerto)

- Assim acostuma-se a Coimbra e à vida académica, e quando entrar pra a Universidade já não vai como o recruta bisonho, mas bem como o soldado aguerrido - tinha ele dito com uma das suas formosas e vagas imagens.E no Outubro seguinte, por uma fusca manhã de chuva que as lágrimas da mãe fizeram parecer a Artur ainda mais triste, partiu o pai levá-lo a Coimbra, preciosamente, com muita economia; instalou-o na casa das Barbosas da Rua da Matemática, e deixou-o recomendado ao filho dum seu velho amigo, o Teodósio Margarida, valentão de grandes bigodes, terrível aos caloiros, grande matador de gatos, que usava sempre uma moca, e que então frequentava o terceiro ano de Direito.Todo aquele primeiro ano em Coimbra foi triste, tomado pelo estudo da Geometria, de fórmulas positivas que lhe eram antipáticas, dominado pelo pavor incessante de troças e de graus ao toque da cabra, recolhia-se pontualmente aos seus compêndios, obedecendo àquela sineta melancólica como a um ditame de moral; as únicas horas boas eram algumas no Penedo da Saudade, onde ia sob a protecção do Teodósio armado da sua temerosa clava - mas sobretudo, nas vésperas de feriado, algum café no Trony, à sombra sempre do Teodósio, e o espectáculo dos bilharistas famosos da Academia, fazendo sob a luz dura do gás, efeitos de carambola. Mas depois do seu exame, voltou a Ovar, vaidoso da sua batina e de pertencer à Briosa, compenetrado da importância social da Academia, dos seus privilégios e do seu Hino; odiando já o futrica, tremendo do lente; sonhando futuros artigos na IDEIA ou no INSTITUTO; e já preso a Coimbra por uma afeição sentimental produzida pela paisagem elegíaca do Mondego, o cavaco, a banza, e a independência alegre da vida escolástica.
EÇA DE QUEIROZ... in A Capital
Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
Quando o lia, era isto que sentia...
Fanatismo Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!..."
Florbela Espanca
Livro de Soror Saudade (1923)
Sexta-feira, Janeiro 27, 2006
Escapadela musical
Katie Melua, georgiana, rompe na cena musical em 2003, aos 19 anos, com o álbum ‘Call Off The Search’ (chegou a número 1 na tabela de vendas inglesa) tendo vendido mais de um milhão de cópias só em Inglaterra.Aos 15 anos já havia participado e vencido um concurso televisivo de pequenos talentos, onde cantou ‘Without You’, de Mariah Carey. Mas a artista acaba por sentir variadas influências, desde os Queen a Joni Mitchell, de Eva Cassidy à música folk irlandesa. O seu primeiro álbum, ‘Call Off The Search’, é prova do caldeirão de culturas no qual viveu, e tem sido um sucesso ao misturar os blues, a pop e a folk. Um novo álbum aí está: “Piece by Piece”.
No entanto, recordo: The closest thing to crazy (clicar e ouvir)
(excerto da música) :
How can happiness feel so wrong?
How can misery feel so sweet?
How can you let me watch you sleep,
Then break my dreams the way you do?
How can I have got in so deep?
Why did I fall in love with you?
This is the closest thing to crazy I have ever been
Feeling twenty-two, acting seventeen,
This is the nearest thing to crazy I have ever known,
I was never crazy on my own…
And now I know that there's a link between the two,
Being close to craziness and being close to you.
Mozart …o Matemático!
De acordo com a irmã, quando era aluno, Mozart “só falava e só pensava em números”! Além disso, nas margens de algumas das suas composições encontramos equações matemáticas, onde calculava as probabilidades de ganhar a lotaria!As raízes da matemática e da música são muito próximas, dadas as suas propriedades de ordem, harmonia, combinações. A música brilhante de Mozart tanto pode ser fruto do seu génio musical, como resultado de equações matemáticas.
Na exposição Matemática Viva, patente no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, o módulo Jogo de Dados de Mozart ilustra, de uma maneira interactiva, a influência do génio musical e da matemática na obra do compositor. Reza a história que Mozart era preguiçoso e muitas vezes, quando lhe era encomendada uma peça, não estava com vontade de trabalhar. Assim, produziu uma série de compassos e colocou-os numa tabela com dezasseis colunas e 11 linhas. Com base nisso, construiu um método de composição que exigia apenas dois dados. Ao lançar os dados, escolhia aleatoriamente um compasso. O número de diferentes melodias que se podem obter por este processo é de vários milhares de milhões!
O que significa que, se vier ao Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva experimentar o Jogo dos Dados de Mozart, muito provavelmente irá obter uma composição musical inédita da autoria de Mozart. De facto, se um visitante experimentasse este jogo uma vez por minuto, sem nunca parar e obtendo sempre combinações diferentes, demoraria muitos milhares de anos até esgotar todas as possibilidades.
Neste Ano Mozart, venha à uma exposição de Matemática no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva ouvir uma música inédita de Mozart.
Do site:
http://www.pavconhecimento.pt/home/
InConsciencias
Somos, como humanos, o ser que sabe que sabe, o ser que tem consciência da sua presença dentro do próprio mundo, consciência das relações que estabelece com o mundo, e com quem partilha esse mesmo mundo. A questão está que esse mundo é quase sempre diferente de ser para ser. O meu mundo, não é igual ao teu mundo, portanto a consciência que podemos ter sobre o Mundo nunca pode ser igual... Quantos seres (dizem eles semelhantes) já alguma vez experimentaram consciencializar-se do outro? Consciência na verdadeira asserção... Colocarmo-nos no lugar do outro, no espaço do outro, no tempo do outro, na conjuntura do outro.A consciência do ser tende a apoiar o ser próprio para o bem e para o mal, coloca do nosso lado a razão, a virtude, o juízo, mesmo que mais tarde possamos dizer: “Não tinha consciência de...” ou “Agora ganhei consciência”... Podemos ser assaltados HOJE por duvidas, por hesitações, mas nunca nos referimos à falta de consciência. A consciência do ser tende a criticar o outro ser para o mal e para o bem, coloca do outro lado o devaneio, a imaturidade, o defeito, mesmo que mais tarde possamos dizer: “Ele tinha mais consciência do que eu...” ou “Ele havia ganho consciência mais cedo”... Se é que algures no tempo ganhemos consciencia entre o certo e o errado.
A consciência pode TUDO? Ela repara, olha, reflecte. Pode afastar-se, aproximar-se, apontar o dedo, estender a mão. Mas será que ela toca, que ela sente?
A consciência só existe no mundo do real, no mundo da razão. Mas pode estar a razão em dois lados de consciências opostas? Se a razão é um ponto a que se quer chegar, que por norma, nenhum ponto tem dimensão; se a consciência é uma linha que nos leva até lá, quais as certezas de que esse caminho é recto, qual a dimensão dessa mesma razão?
Há consciências e consciências... Todas elas tendem a JULGAR... É um processo natural do ser, é um processo mesmo necessário... Mas não suficiente! Não quero apenas julgar: quero julgar e poder voltar atrás, quero julgar e não fazer nada com esse julgamento, quero julgar e ter a oportunidade de re-julgar.
Tenho consciência que deixo tanto à porta da consciência. Mas é importante ter-se consciência dessa mesma falta de consciência. De duvidar dela, até mesmo de a contrariar, de a ver mudar com os anos, com as situações, com os amigos, com os desconhecidos... COMIGO.
Ninguém gosta de pensar que não teve consciência. Mas agrada-me saber que foram as maiores inconsciências da minha vida que me deram a consciência em ter consciência que consciência não é só RAZÃO. E muito menos que a consciência do outro é sempre menor do que a nossa própria consciência.
Mónica Martins
Quinta-feira, Janeiro 26, 2006
books change people... people change the world...
BookcrossingO Bookcrossing é um clube global de livros que não tem limites geográficos.
Os seus membros gostam tanto de livros e de os partilhar, que os libertam para que possam ser lidos por outros.
Estima-se que a comunidade portuguesa já conta com cerca de 5000 inscritos. Em todo o planeta existem quase meio milhão de bookcrosseres e estão registados quase três milhões de livros, que podem ganhar, ou já ganharam, asas. Muitos deles estão em viagem ou passam de leitor em leitor através da organização de bookrings - listas de inscrição para leitura.
Os inscritos passam um livro entre si até que o último da lista deverá enviá-lo ao seu proprietário - algumas vezes os livros perdem-se, mas a maior parte das vezes voltam a casa no fim das suas viagens.
Site português do projecto: http://bookcrossing.com.sapo.pt/
Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
Uma viagem para a Lua?
Se estás a pensar viajar até à Lua não te esqueça de ler este livro. Um guia cratera-a-cratera das atracções mais famosas da Lua, mais algumas dicas de como trazer souvenirs para a Terra. Comentários de astronautas e muito mais!
Este livro está disponível para compra no site da Amazon.
Fonte: Humor na ciênciaEste livro está disponível para compra no site da Amazon.
Hipoglicemia
Ora bem, faz hoje um ano que desmaiei escada abaixo e levei uns meros 6 pontos na cabeça... Tudo devido a um distúrbio que dá pelo nome de Hipoglicemia. Aqui ficam algumas notas sobre o mesmo.A hipoglicemia não é uma doença, mas sim um sintoma da alteração no metabolismo dos carbo-hidratos. É frequentemente definida como um nível inferior a 50mg/dl de glicose no sangue após uma refeição. Quase sempre associada à Diabetes, pode ser causada por ingestão de muita medicação. No paciente não-diabético (como é o meu caso) os sintomas, são mais frequentemente causados por simples ansiedade ou nervosismo que provocam a liberação de adrenalina por parte da glândula adrenal, e a adrenalina pode causar transpiração, tremores, ansiedade e aumentar a pressão arterial.
Sinais e Sintomas:
- Palidez, suores, tremores das mãos.
- Fome intensa ou enjoo e vómitos
- Confusão mental, raciocínio lento, bocejos repetidos, expressão apática e “apalermada”.
- Voz entaramelada.
- Alterações de humor: irritabilidade, agressividade, “rabujice”, teimosia, apatia.
- Palpitações, pulso rápido.
- Perda da fala e dos movimentos activos
- Desmaio, convulsão, coma.
O que deve fazer:
- Lidar com a pessoa com calma, meiguice e delicadeza (habitualmente há rejeição e teimosia em relação ao que lhe é proposto).
- Dar açúcar: 1 colher de sopa cheia ou 2 pacotes de açúcar. Aguardar 2-3 minutos e repetir a operação até melhoria dos sintomas. O açúcar deve ser “empapado em água” (não dissolvido, mas sim misturado apenas com algumas gotas de água). Após melhoria dar um bolo, pão ou bolachas e um copo de leite ou água.
Note bem:
Usar e abusar do açúcar à menor suspeita, pois tomado em exagero de vez em quando não prejudica, enquanto a falta ou o atraso ataca o cérebro e pode levar ao coma e à morte.
Fonte: http://www.ipolisboa.min-saude.pt/
Terça-feira, Janeiro 24, 2006
SAHPAM: O fim de um ciclo...
''De tudo, ficaram três coisas:A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar....
Portanto devemos:
Fazer da interrupção, um caminho novo ...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro...''
FERNANDO SABINO
Começou por ser um "projecto" tão cheio de expectativas, e que durante algum tempo, não saíram em nada defraudadas, bem pelo contrário... foi uma experiência em que me orgulho de ter participado. Mas a vida tem destas coisas... Nada é para sempre, ou melhor, Tudo é para sempre, pois apesar de a participação cessar aqui, uma parte do Sahpam fica em nós, pelo bom e pelo mau.
É um ponto final no blog, com esperança numas reticências para o futuro...
A todos, o meu obrigado pelo espaço que durante este tempo partilhámos.
Sofia, Anita, Hélder, Pedro e Andreia... Um até já!!
Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
A trama

No segundo pátio
a torneira periódica goteja,
fatal como a morte de César.
Ambas são peças da trama que abarca
o circulo sem principio nem fim,
a âncora do fenício,
o primeiro lobo e o primeiro cordeiro,
a data da minha morte
e o teorema perdido de Fermat.
Essa trama de ferro
pensaram-na os est6icos como um fogo
que morre e que renasce como a Fénix
É a grande árvore das causas
e dos ramificados efeitos;
nas suas folhas estão Roma e Caldeia
e o que vêm os rostos de Jano.
O universo e um dos seus nomes.
Nunca ninguém o viu
e nenhum homem pode ver outra coisa.
Jorge Luis Borges (1899–1986)
Obras Completas III
A Cifra
Foto: The Moon and the Yew Tree, Fall '02: Mike Ferraro
Wisdom and Beauty
New ConstructivismWerner Horvath was born in Linz, Austria in 1949 and has been painting since his youth. His art-style turned from Phantastic Realism (1969-1975) slowly to New Constructivism, named after the philosophical theory, based on the works of Vico, Uexkull, Glasersfeld, Watzlawick and others.In his paintings, Mr.Horvath tried to show that the so-called reality is not so "real" at all, for the world we live in can be understood as constructed by ourselves. For instance, colors do not really exist, but are products of the visual system and therefore are only "real" within our consciousness. Also forms of all kind have no reality outside our subjective world; on the contrary they are built up by several psychological mechanisms. And at last we have to take into consideration, that we live in a "symbolic world".
Domingo, Janeiro 22, 2006
Mnemónica... e Mnemosyne
Uma mnemónica é um auxiliar de memória. São, tipicamente, verbais, e utilizados para memorizar listas ou fórmulas, e baseiam-se em formas simples de memorizar maiores construcções, baseados no princípio de que a mente humana tem mais facilidade de memorizar dados quando estes são associados a informação pessoal, espacial ou de caracter relativamente importante, do que dados organizados de forma não sugestiva (para o indivíduo) ou sem significado aparente.A palavra mnemónica partilha a etimologia de MNEMOSYNE o nome da titã que personificava a Memória na mitologia grega. De sua união com Zeus nascereram as nove musas: Calliope, Clio, Erato, Euterpe, Melpomene, Polyhymnia, Terpsícore, Thalia, e Urania. As nove musas eram as divindades de todas as artes e ciências - ilustrando que memória é metade de toda criatividade.
Fonte: Wikipédia
Um pouco mais de Júpiter
Disse certa vez o célebre escritor de ficção científica Isaac Asimov que, se um visitante do espaço contemplasse a distância o sistema solar, acabaria concluindo que o “único objecto que interessa por essas bandas é aquele grande planeta, o quinto a partir do Sol. Tudo o mais são fragmentos de matéria que não merecem consideração.” O imaginário observador extra-galático estaria se referindo, é claro, a Júpiter, o maior planeta do sistema solar, não por acaso assim chamado em homenagem ao deus máximo da mitologia para os romanos. Calcula-se que Júpiter possui 70 cento de toda a matéria que gira em torno do Sol. É tão gigantesco que no seu interior caberiam folgadamente mais de mil Terras. Comparadas a tal gigante, até os planetas mais avantajados, como Urano, Neptuno e Saturno — este, o segundo maior — não passam de anões. Não é de estranhar, portanto, que, quando foi formado junto com os outros planetas, há cerca de 4,5 bilhões de anos, Júpiter podia perfeitamente bem se transformar numa estrela. Se isso tivesse acontecido, os habitantes deste pequeno mundo chamado Terra , a cerca de 600 milhões de quilómetros de distância, passariam pela provavelmente desconfortável experiência de viver com dois sóis no céu e talvez nenhuma noite. Não seria uma novidade na Via Láctea, onde a maioria das estrelas é binária, ou seja, faz parte de sistemas duplos. Mas o Sol permaneceu solitário: Júpiter teria que acumular cinquenta vezes mais massa para que a temperatura no seu interior desse início às reacções de fusão nuclear que caracterizam uma estrela, e ele passasse a brilhar com luz própria.
Sábado, Janeiro 21, 2006
Sob o signo de Aquário...
Ao entrarmos hoje sob o signo astrológico de Aquário, aqui fica a lenda associada à constelação...
Ganimedes era filho do rei Trós e da rainha Calírroe. Era um príncipe da família real de Tróia. Conta-se que era o mais belo dos mortais, tão belo que os próprios deuses o admiravam. No Olimpo, havia quem dissesse que o jovem era tão perfeito que parecia um deus.
Zeus, curioso, decidiu vê-lo com os seus próprios olhos. Um dia, desceu até Tróia e misturou-se com os mortais. Foi encontrar Ganimedes entre os nobres da cidade e ficou surpreso com a sua beleza. O jovem príncipe teria então 18 anos recém-feitos, e estava sempre cercado de raparigas jovens que disputavam os seus favores.
De volta ao Olimpo, Zeus falou com sua esposa Hera e descreveu-lhe o jovem. «É tão belo como Apolo», dizia Zeus, referindo-se ao deus da música e da poesia, que tinha inspirado inúmeros amores, a deusas e a mortais. Apolo era tão belo, conta-se, que apenas a bela Cassandra se lhe tinha recusado.
Tinham sido uns amores violentos, de que ainda se falava pelo Olimpo. Apolo tudo fizera para conquistar a jovem, mas esta sempre se lhe negara. Finalmente, sabendo que o maior desejo de Cassandra era adivinhar o futuro, Apolo prometera ensinar-lhe as artes da adivinhação. Em troca, Cassandra prometera-lhe o seu coração. Apolo cumpriu a sua parte do acordo e Cassandra tornou-se numa grande profetisa. Mas a jovem não cumpriu a sua e recusou-se ao apaixonado Apolo. Depois de ensinada, Cassandra não podia ser desensinada, pelo que Apolo vingou-se cruelmente: lançou uma maldição sobre a nova profetisa fazendo com que nunca ninguém nela acreditasse. Cassandra viu-se condenada a prever o futuro mas a não ser acreditada nas suas profecias. De pouco ou nada lhe serviu tornar-se adivinha, pois ninguém levava a sério as suas previsões. A história ainda hoje é lembrada no Olimpo. Ainda hoje se exclama «Que Cassandra!», quando se fala num desacreditado profeta da desgraça.
«Mais belo do que Apolo é impossível!» exclamou Hera quando Zeus lhe descreveu o jovem Ganimedes. Mas a deusa não estava contente, pois sabia que Zeus lhe era infiel com jovens de ambos os sexos, pois no Olimpo poucas vezes se faziam distinções. A descrença da ciumenta Hera apenas incitava Zeus, pelo que este decidiu raptar o jovem e transportá-lo para o Olimpo.
Um dia, Zeus assumiu a forma de uma águia gigantesca e desceu sobre Tróia. Vendo o jovem, sozinho, passear-se pelos campos, raptou-o, agarrando-o com as garras da ave de rapina e regressou rapidamente ao Olimpo. Todos os deuses ficaram surpresos e agradecidos a Zeus. Ganimedes merecia tornar-se um imortal e viver no Olimpo. Só Hera se sentiu despeitada.
Zeus e os outros deuses estavam tão contentes com o novo habitante do Olimpo que decidiram dar-lhe um lugar de destaque. Ganimedes foi nomeado o escanção do Olimpo, aquele que estava destinado a servir as bebidas aos deuses. Daí em diante, era Ganimedes que tinha a honra de transportar os jarros do néctar que os deuses bebiam, e era o jovem que distribuía o néctar divino pelos copos de ouro do Olimpo. Só Hera não estava contente. Para mais, era a sua filha Hebe, a divindade da juventude, que até aí tinha tido a honra de ser escanção dos deuses. Hera sentia-se humilhada, mas nada podia fazer contra a vontade de todos os outros.
Ganimedes estava satisfeito por estar no Olimpo, contente com tanta riqueza, tanta beleza e tanto poder. Mas estava igualmente preocupado por saber que o pai sentia a sua falta. O velho rei estava inconsolável, não sabia onde se encontrava o filho e suspeitava que o tinha perdido para sempre. O chefe dos deuses encarregou então Hermes, o deus mensageiro, de o consolar e de lhe levar vários presentes. Hermes deslocou-se a Tróia, voando com as suas sandálias aladas e conversou longamente com o rei Trós. Explicou-lhe que Ganimedes se tinha tornado imortal e que viria revê-lo, logo que tivesse terminado a sua educação no Olimpo. Deu-lhe os presentes de Zeus, que muito agradaram ao rei Trós. Eram presentes magníficos: uma cepa de ouro forjada pelo próprio Hefesto, o deus do fogo e da metalurgia, e um par de cavalos mágicos alados, capazes de voar sobre a terra e o mar. O rei Trós ficou satisfeito, mas só ficaria realmente feliz quando revisse o filho. Zeus transportou então Ganimedes para os céus, para que o pai o pudesse ver todas as noites. Ainda hoje, nas noites límpidas de Verão, o jovem escanção aparece no céu a brilhar, entre as estrelas de Aquário, o décimo primeiro signo do Zodíaco.
Zeus, curioso, decidiu vê-lo com os seus próprios olhos. Um dia, desceu até Tróia e misturou-se com os mortais. Foi encontrar Ganimedes entre os nobres da cidade e ficou surpreso com a sua beleza. O jovem príncipe teria então 18 anos recém-feitos, e estava sempre cercado de raparigas jovens que disputavam os seus favores.
De volta ao Olimpo, Zeus falou com sua esposa Hera e descreveu-lhe o jovem. «É tão belo como Apolo», dizia Zeus, referindo-se ao deus da música e da poesia, que tinha inspirado inúmeros amores, a deusas e a mortais. Apolo era tão belo, conta-se, que apenas a bela Cassandra se lhe tinha recusado.
Tinham sido uns amores violentos, de que ainda se falava pelo Olimpo. Apolo tudo fizera para conquistar a jovem, mas esta sempre se lhe negara. Finalmente, sabendo que o maior desejo de Cassandra era adivinhar o futuro, Apolo prometera ensinar-lhe as artes da adivinhação. Em troca, Cassandra prometera-lhe o seu coração. Apolo cumpriu a sua parte do acordo e Cassandra tornou-se numa grande profetisa. Mas a jovem não cumpriu a sua e recusou-se ao apaixonado Apolo. Depois de ensinada, Cassandra não podia ser desensinada, pelo que Apolo vingou-se cruelmente: lançou uma maldição sobre a nova profetisa fazendo com que nunca ninguém nela acreditasse. Cassandra viu-se condenada a prever o futuro mas a não ser acreditada nas suas profecias. De pouco ou nada lhe serviu tornar-se adivinha, pois ninguém levava a sério as suas previsões. A história ainda hoje é lembrada no Olimpo. Ainda hoje se exclama «Que Cassandra!», quando se fala num desacreditado profeta da desgraça.
«Mais belo do que Apolo é impossível!» exclamou Hera quando Zeus lhe descreveu o jovem Ganimedes. Mas a deusa não estava contente, pois sabia que Zeus lhe era infiel com jovens de ambos os sexos, pois no Olimpo poucas vezes se faziam distinções. A descrença da ciumenta Hera apenas incitava Zeus, pelo que este decidiu raptar o jovem e transportá-lo para o Olimpo.
Um dia, Zeus assumiu a forma de uma águia gigantesca e desceu sobre Tróia. Vendo o jovem, sozinho, passear-se pelos campos, raptou-o, agarrando-o com as garras da ave de rapina e regressou rapidamente ao Olimpo. Todos os deuses ficaram surpresos e agradecidos a Zeus. Ganimedes merecia tornar-se um imortal e viver no Olimpo. Só Hera se sentiu despeitada.
Zeus e os outros deuses estavam tão contentes com o novo habitante do Olimpo que decidiram dar-lhe um lugar de destaque. Ganimedes foi nomeado o escanção do Olimpo, aquele que estava destinado a servir as bebidas aos deuses. Daí em diante, era Ganimedes que tinha a honra de transportar os jarros do néctar que os deuses bebiam, e era o jovem que distribuía o néctar divino pelos copos de ouro do Olimpo. Só Hera não estava contente. Para mais, era a sua filha Hebe, a divindade da juventude, que até aí tinha tido a honra de ser escanção dos deuses. Hera sentia-se humilhada, mas nada podia fazer contra a vontade de todos os outros.
Ganimedes estava satisfeito por estar no Olimpo, contente com tanta riqueza, tanta beleza e tanto poder. Mas estava igualmente preocupado por saber que o pai sentia a sua falta. O velho rei estava inconsolável, não sabia onde se encontrava o filho e suspeitava que o tinha perdido para sempre. O chefe dos deuses encarregou então Hermes, o deus mensageiro, de o consolar e de lhe levar vários presentes. Hermes deslocou-se a Tróia, voando com as suas sandálias aladas e conversou longamente com o rei Trós. Explicou-lhe que Ganimedes se tinha tornado imortal e que viria revê-lo, logo que tivesse terminado a sua educação no Olimpo. Deu-lhe os presentes de Zeus, que muito agradaram ao rei Trós. Eram presentes magníficos: uma cepa de ouro forjada pelo próprio Hefesto, o deus do fogo e da metalurgia, e um par de cavalos mágicos alados, capazes de voar sobre a terra e o mar. O rei Trós ficou satisfeito, mas só ficaria realmente feliz quando revisse o filho. Zeus transportou então Ganimedes para os céus, para que o pai o pudesse ver todas as noites. Ainda hoje, nas noites límpidas de Verão, o jovem escanção aparece no céu a brilhar, entre as estrelas de Aquário, o décimo primeiro signo do Zodíaco.
CRATO, Nuno (2001), Zodíaco, Constelações e Mitos, Lisboa, Gradiva
Alegre
Ser ou não ser
Qualquer coisa está podre no Reino da Dinamarca.Se os novos partem e ficam só os velhos
e se do sangue as mãos trazem a marca
se os fantasmas regressam e há homens de joelhos
qualquer coisa está podre no Reino da Dinamarca.
Apodreceu o sol dentro de nós
apodreceu o vento em nossos braços.
Porque há sombras na sombra dos teus passos
há silêncios de morte em cada voz.
Ofélia-Pátria jaz branca de amor.
Entre salgueiros passa flutuando.
E anda Hamlet em nós por ela perguntando
entre ser e não ser firmeza indecisão.
Até quando? Até quando?
Já de esperar se desespera. E o tempo foge
e mais do que a esperança leva o puro ardor.
Porque um só tempo é o nosso. E o tempo é hoje.
Ah se não ser é submissão ser é revolta.
Se a Dinamarca é para nós uma prisão
e Elsenor se tornou a capital da dor
ser é roubar à dor as próprias armas
e com elas vencer estes fantasmas
que andam à solta em Elsenor.
Manuel Alegre
Sexta-feira, Janeiro 20, 2006
Tangram
A propósito de no próximo dia 29 de Janeiro o Pmate em parceria com a Caixa Geral de Depósitos realizar um roadshow cujo tema é “A Matemática é para todos!”, my friend Joana :P, enviou-me esta breve explicação sobre o Tangram. Aqui fica:O desafio da lógica
Não se conhece ao certo a origem do Tangram, mas a maioria dos relatos aponta para que tenha surgido na China, algures no séc. XII. Apesar do mistério que rodeia os primórdios deste desafio lógico, a lenda referida mais frequentemente conta que um monge deu a um discípulo seu um quadrado de porcelana, um pote de tinta e um pincel e lançou-lhe um desafio: percorrer o mundo e registar tudo o que visse de belo. Emocionado com a importância da tarefa de que foi incumbido, o monge terá deixado cair o quadrado de porcelana que se partiu em sete pedaços geometricamente perfeitos. Ao recolher os cacos e tentar reconstruir a placa, o monge percebeu que aqueles sete pedaços não eram mais do que peças de um puzzle de possibilidades infinitas.
A essência do Tangram é muito simples: um quadrado decomposto em sete figuras geométricas: 5 triângulos, um quadrado e um rectângulo. A única regra é que as figuras formadas têm sempre que conter as 7 peças do jogo. O Tangram não exige qualquer tipo de esforço ou habilidade especial, só tempo, paciência e, sobretudo, imaginação...
Agora, mais de 900 anos depois, o Tangram continua a ser um desafio para milhões de mentes curiosas espalhadas pelo mundo.
A par disto, descobri também um site (entre outros) dedicado ao assunto, e que demonstra ser bastante interessante para os curiosos na matéria... Eu já visitei...
http://www.geocities.com/tania1974pt/curiosidades.html
Quinta-feira, Janeiro 19, 2006
Eu não me esqueço de ti...
Recebido via e-mail pela Susana e Sandra!!! Obrigada AMIGAS!!"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo....Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas? "Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto! "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente..... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo.... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo : não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Fernando Pessoa
P.S. Pensem nisto com alma e coração.
Quarta-feira, Janeiro 18, 2006
Wish I Had An Angel
Aqui fica parte da letra da canção que a mega jeitosa (e amiga) Joana me enviou :P
É esta a música que serve de toque quando lhe telefono...
Porque será que ela a escolheu?? :S :P
Beijinhos
É esta a música que serve de toque quando lhe telefono...
Porque será que ela a escolheu?? :S :P
Beijinhos

I wish I had an angel
For one moment of love
I wish I had your angel tonight
Deep into a dying day
I took a step outside an innocent heart
Prepare to hate me fall when I may
This night will hurt you like never before
Old loves they die hard
Old lies they die harder
NIGHTWISH
P.S. Descobri também esta imagem... Que acho lindaaaaa... Julgo ser a capa de um single ou mesmo de um álbum... Sleeping Sun... Quando tiver mais tempo, hei-de pesquisar....
Sweet Fourteen
Meditation on Statistical Method Plato, despair!
We prove by norms
How numbers bear
Empiric forms,
How random wrong
Will average right
If time be long
And error slight;
But in our hearts
Hyperbole
Curves and departs
To infinity.
Error is boundless.
Nor hope nor doubt,
Though both be groundless,
Will average out.
--J.V. Cunningham
Domingo, Janeiro 15, 2006
Uma colher de chá de pó de estrelas...
Regressou hoje às 0h:12m (hora de Lisboa) a cápsula de retorno da sonda Stardust
. A missão levada a cabo pela NASA foi lançada a 7 de Fevereiro de 1999, a partir do Cabo Canaveral, Florida, a bordo do foguetão Delta II. O seu principal objectivo era a recolha de amostras de poeiras e de partículas de base carbónica, durante um encontro com o cometa Wild 2. Este encontro ocorreu da melhor forma, a 2 de Janeiro de 2004, depois de quase quatro anos de viagem. Após uma jornada de 4,63 mil milhões de quilómetros, a missão regressa agora à Terra, transportando consigo uma preciosa bagagem.
. A missão levada a cabo pela NASA foi lançada a 7 de Fevereiro de 1999, a partir do Cabo Canaveral, Florida, a bordo do foguetão Delta II. O seu principal objectivo era a recolha de amostras de poeiras e de partículas de base carbónica, durante um encontro com o cometa Wild 2. Este encontro ocorreu da melhor forma, a 2 de Janeiro de 2004, depois de quase quatro anos de viagem. Após uma jornada de 4,63 mil milhões de quilómetros, a missão regressa agora à Terra, transportando consigo uma preciosa bagagem. Fonte: www.portaldoastronomo.com
Sábado, Janeiro 14, 2006
Bigodinhos...

Parece um tema estranho... São muitas horas de GPO :P
Aqui fica a lista:
Lista de homens famosos com bigode
Albert Einstein (1879–1955)
Adolf Hitler (1889–1945)
Arthur Conan Doyle (1859–1930)
Charles de Gaulle (1890–1970)
Charlie Chaplin (1889–1977)
Friedrich Nietzsche (1844–1900)
Hercule Poirot (ficção)
James Clerk Maxwell (1831–1879)
Josef Stalin (1879–1953)
Mark Twain (1835–1910)
Saddam Hussein (1937)
Salvador Dalí (1904–1989)
Walt Disney (1901–1966)
Sexta-feira, Janeiro 13, 2006
A Sexta-feira 13 - Sorte ou Azar?
"Superstição" vem do latim superstitio, que significa "o excesso", ou também "o que resta e sobrevive de épocas passadas". Em qualquer acepção, designa "o que é alheio à actualidade, o que é velho". Transposto para a linguagem religiosa dos romanos, o vocábulo "superstitio" veio a designar a observância de cultos arcaicos, populares, não mais condizentes com as normas da religião oficial.O número 13 é tido ora como sinal de infortúnio, ora de bom agouro.
O número 13
Símbolo de desgraça, já que 13 eram os convivas da última ceia de Cristo, e dentre eles, Jesus que morreu na sexta-feira foi, consequentemente, ligada ao horror que o número 13 provocava nas gerações cristãs. Por isso, muitas pessoas evitam viajar em sexta-feira 13; a numeração dos camarotes de teatro omite, por vezes, o 13; em alguns hotéis não há o quarto de número 13 - este é substituído pelo 12-a. Muitos prédio pulam do 12º para o 14º andar temendo que o 13º traga azar. Há pessoas que pensam que participar de um jantar com 13 pessoas traz má sorte porque uma delas morrerá no período de um ano. A sexta-feira 13 é considerada como um dia de azar, e toma-se muito cuidado quanto às actividades planeadas para este dia.
Como se vê, a crença na má sorte do número 13 parece ter tido sua origem na Sagrada Escritura. Esse testemunho, porém, é tão arbitrariamente entendido que o mesmo algarismo, em vastas regiões do planeta - até em países cristãos - é, estimado como símbolo de boa sorte.
O argumento dos optimistas se baseia no facto de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de próspera sorte. Assim, na Índia o 13 é um número religioso muito apreciado; os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda. Na China, não raro os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo número 13. Também os mexicanos primitivos consideravam o número 13 como algo santo; adoravam, por exemplo, 13 cabras sagradas. Reportando-nos agora à civilização cristã, lembramos que nos Estados Unidos o número 13 goza de estima, pois 13 eram os Estados que inicialmente constituíam a Federação norte-americana. Além disso, o lema latino da Federação, "E pluribus unum" (de muitos se faz um só), consta de 13 letras; a águia norte-americana está revestida de 13 penas em cada asa.
As lendas
Além da justificativa cristã, existem 2 outras lendas que explicam a superstição. Uma Lenda diz que na Escandinava existia uma deusa do amor e da beleza chamada Friga (que deu origem a friadagr, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em uma bruxa exilada no alto de uma montanha. Para vingar-se, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras onze bruxas e mais o demónio - totalizando treze - para rogar pragas sobre os humanos. Da Escandinava a superstição se espalhou pela Europa.
A outra lenda é da mitologia nórdica. No valha, a morada dos deuses, houve um banquete para o qual foram convidados doze divindades. Loki o espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga em que morreu o favorito dos deuses. Este episódio serviu para consolidar o relato bíblico da última ceia, onde havia treze à mesa, às vésperas da morte de Cristo. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.
Fonte: http://www.quediaehoje.net/destaque/destaque_sexta13.asp










